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O magnetismo animal no Brasil

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Muito do que sabemos sobre os primórdios do magnetismo animal ou mesmerismo no Brasil devemos a Francisco Fajardo (1896). A primeira referência brasileira sobre o magnetismo animal é o livro do médico pernambucano João Lopes Cardoso Machado onde ele fala pela primeira vez do magnetismo animal sob o nome de "catalepsia espontânea" (Dicionário Médico-Prático – Para Uso dos que Tratam da Saúde pública, Onde Não Há Professores de Medicina, 1823).

Entretanto, foi uma tese de doutorado apresentada formalmente à Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro (fundada em 1829 e mais tarde renomeada como Academia Imperial de Medicina, e depois Academia Brasileira de Medicina), em 1832, pelo médico Leopoldo Gamard, sobre o magnetismo animal e seu uso em medicina, a primeira tentativa de formalizar o uso desta controvertida psicoterapia. No entanto, o Dr. Augusto Renato Cuissart, eminente membro da Academia, fez rejeitar mediante erudito julgamento, a tese de Gamard alegando uma "audácia de charlatães" (Cuissart, 1832).

Após essa humilhante rejeição, não mais se ouviu falar no Dr. Gamard, que passaria a exercer o mesmerismo discretamente, e assim tivemos aqui no Brasil um autêntico seguidor de Mesmer e Puységur. Nada mais se ouviu falar ou se escreveu sobre Gamard, e também não encontramos nenhuma obra do mesmo, nem mesmo sua tese, exceto o longo e erudito parecer de seu algoz.

Após um hiato de duas décadas, o interesse sobre o magnetismo animal retornou, dessa vez sob a forma de livros publicados no exterior. Um destes foi aqui traduzido em 1853 pelo Dr. Guilherme Henrique Briggs, "Prática Elementar do Magnetismo", do famoso magnetizador francês Barão Du Potet. Entretanto, o interesse nessa forma de tratamento psíquico recrudesceu quando, em 1861, foi fundada no Rio de Janeiro a Sociedade Propaganda do Magnetismo e o Júri Magnético do Rio de Janeiro, ambas dedicadas à pesquisa e tratamento através do magnetismo animal. Estas entidades foram autorizadas a funcionarem desde que as práticas curativas fossem conduzidas exclusivamente por médicos. Neste mesmo ano, o Dr. Joaquim dos Remédios Monteiro apresenta a memória "Magnetismo – História" à Academia Imperial de Medicina.

Nos anos de 1875 e 1876 o médico Gonzaga Filho escreveu uma série de artigos sobre o magnetismo animal na seção de ciências do Diário do Rio de Janeiro, obtendo grande repercussão na Corte. Nessa mesma época (1876), o também médico Melo Moraes publicou o trabalho "Memória Sobre o Fluido Universal ou Éter", onde, entre outras coisas, prefigura a idéia de bioeletrogênese, e Dias da Cruz, catedrático de Patologia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Ferreira de Abreu, Gama Lobo, e Gonzaga Filho, pesquisaram o magnetismo animal e o seu potencial terapêutico. Percebe-se, portanto, uma grande atividade e interesse na psicoterapia mesmérica, numa época em que a Europa já abandonara o magnetismo animal e adotava sua versão científica, o hipnotismo de Braid, ainda não conhecido no Brasil.

Entre 1880 e 1887, um grande número de médicos introduziu a terapia pelo magnetismo animal em suas clínicas, entusiasmados pelos relatos dos colegas. Destacam-se entre estes Calvert, médico da Corte do Rio de Janeiro, LucindoFilho, em Vassouras, Moraes Jardim, em Barbacena,  Sá Leite, em Poços de Caldas, Affonso Alves, na Bahia, e outros. Nesse ínterim, em 1884, Nunes Garcia apresentou seu trabalho "Memória Sobre o Magnetismo Animal" na exposição que ele inaugurou na Biblioteca da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

O hipnotismo médico, então declarado como psicoterapia sugestiva, foi finalmente introduzido na prática médica brasileira pelo eminente médico carioca Érico Coelho, que apresentou um caso de cura de beribéri pela hipnoterapia sugestiva à Academia Imperial de Medicina. O caso, diagnosticado como tal, devia ser, na realidade, uma histeria conversiva, o que explicaria o sucesso de Coelho. A importância histórica desse evento foi que, pela primeira, vez a psicoterapia foi apresentada e introduzida na medicina brasileira em bases empíricas, marcando, segundo Francisco Fajardo (1896), o ato inaugural deste método terapêutico. A palavra hipnotismo foi usada pela primeira vez, assim como a palavra psicoterapia, e sua prática foi aprovada pela Academia como ato médico legítimo. A história da introdução da psicoterapia sugestiva ou hipnotismo no Brasil foi recentemente estabelecida por Câmara (2012). 

Gamard e Cuissart

Leopoldo Gamard apresentou sua memória sobre o magnetismo animal à Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro – hoje Academia Nacional de Medicina – em 15 de maio de 1832. Ele não era membro da academia, e para avaliar sua dissertação foi designado o membro titular Augusto Renato Cuissart, que apresentou seu parecer na 18ª sessão da Sociedade, ocorrida em 6 de outubro de 1832, presidida por Francisco Freire Alemão. Nada sabemos sobre o material apresentado por Gamard, mas a íntegra do parecer de Cuissart foi publicado no Semanário da Sociedade (Cuissart, 1832) e também reproduzido por Antonio Rezende de Castro Monteiro (Monteiro, 1980), autor de uma história sobre o hipnotismo no Brasil (Monteiro, 1984).

“A medicina é ciência quimérica e o magnetismo animal e a pedra angular da terapêutica”, foram essas as únicas palavras de Gamard citadas no relatório de Cuissart. Essa frase nos sugere que Gamard estava a par de como o mesmerismo era considerado pelos seus seguidores franceses. De fato, Mesmer proclamara que a medicina era um monopólio em que a doença era um constructo criado para garantir uma profissão que vivia do diagnóstico e tratamento da doença. O magnetismo animal não era apenas um método, mas uma radical oposição à profissão médica e por isso ela foi proclamada pelos revolucionários franceses como a medicina oficial da Revolução. Compreende-se agora porque Mesmer foi tão perseguido pelos médicos e pela casa real, pois sua relação com os conspiradores da Revolução Francesa era vista como temerária. Uma excelente revisão sobre essa ideologia política do magnetismo animal pode ser apreciada na obra de Robert Darnton (1988).

O relatório de Cuissart é uma peça de erudição que mostra o profundo conhecimento que o ilustre membro da Sociedade de Medicina tinha sobre o assunto. Ele faz uma extensa revisão do magnetismo animal, que dividiu em três partes, a primeira relativa aos primórdios, a segunda relativa a Mesmer, que ele considerava um plagiador dos seus predecessores, e a terceira o magnetismo de Puységur e Deleuze. Essa minuciosa revisão tinha por propósito mostrar passo a passo o equivoco do magnetismo animal e os perigos de sua prática para a saúde e para a moral pública. Cuissart repete a conclusão que as comissões francesas chegaram contra Mesmer, bem como a do comissário da polícia francesa, e parece que sua motivação é uma alusão à uma provável defesa de Gamard contra esses malefícios, que desapareceriam se o magnetismo animal fosse uma prática exclusiva dos médicos. A postura de Cuissart ao rejeitar a memória de Gamard parece focalizar esse tema, que pensamos ter sido uma reivindicação deste último em sua apresentação. Enfim, a conclusão final de Cuissart refuta as pretensões de Gamard nessas palavras:

“…o magnetismo animal origina novos perigos a moral publica e para a segurança das famílias. Não se pode negar que o magnetismo não exerça grande influencia moral sobre o sonâmbulo. A vontade acha-se para assim dizer adormecida, e não eh apta para resistir as ordens de quem magnetizou. Não se poderão então conhecer o segredo das famílias, e penetrar nos seus interiores mais sagrados e delicados. D’estas relações tão intimas, d’estas impressões estranhas a par de agradáveis surge uma devoção completa e absoluta para o magnetizador. Facilmente vos imaginaes o que deve acontecer quando a doente eh moça e o magnetizador homem prendado.

 Não se pode objectar que todos esses perigos vão desaparecer uma vez que os médicos pratiquem pessoalmente o magnetismo. Senhores, isto e argumentar do impossível. A ciencia que cada dia estudamos não é ciencia oculta e ninguem nesse recinto se quererá transformar em politiqueiro de praças. Eu concluo vetando na rejeição da memória de M. Gamard.” (Cuissart, 1832)

Percebe-se a preocupação com a excessiva intimidade entre paciente e terapeuta, propícia para uma sedução, e Cuissartteria de esperar mais de  setenta anos para encontrar a explicação em Freud. Apesar de ter sacrificado os desejos de Gamard e tentar eliminar o magnetismo animal em seu nascedouro, Cuissart não conseguiu seu intento. A novidade recalcada retornaria entre os médicos, como já vimos mais acima, e aos poucos se espalhou no novo movimento místico popular que se fortalecia no Brasil: o espiritismo kardecista, cujos transes e passes deleuzianos codificaram as práticas de cura espiritual desta filosofia moral religiosa, hoje com milhões de seguidores em nosso país.

Conclusão

A evolução histórica das idéias e esforços que culminaram com a instituição de medicina psicológica, hoje mais conhecida como psicoterapia, teve sua origem no magnetismo animal e depois na terapia sugestiva (Câmara, 2012), com o nome de hipnotismo, até que a psicanálise despontasse com seu corpo doutrinário. Na contra corrente desse movimento, nasceu o behaviorismo fruto da aplicação do método científico em experiências de laboratório e observações sistemáticas, divergindo a psicoterapia em duas grandes vertentes, a psicanálise idealista e o behaviorismo experimentalista, ambos acolhidos dentro da psiquiatria, até a chegada da terceira corrente: o cognitivismo. O Brasil não foi indiferente nesse fluxo da história, e aqui acompanhamos e debatemos essas correntes a par das novidades que aconteciam na Europa.

Harold Saxon Burr - Campos de energia

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Um pioneiro no assunto foi Harold Saxon Burr, PhD por Yale em 1915, intitulado Professor da Escola de Medicina de Yale em 1929. Seus primeiros trabalhos versavam sobre o desenvolvimento do sistema nervoso, tendo publicado cerca de 20 artigos científicos sobre o assunto entre 1916 e 1935. Em 1932, iniciou uma série de importantes e controversos estudos sobre o papel da eletricidade sobre o desenvolvimento e sobre a doença. Burr entendeu quão pouco se sabia sobre o controle da forma em animais - a Genética Molecular indicava como as partes do corpo são fabricadas, mas pouco se sabia sobre o "projeto" que direciona seu arranjo no organismo como um todo. 

O trabalho de Burr sobre campos de energia, de 1932 a 1956, não fazia parte da Medicina e Biologia correntes. Era um período de crescimento explosivo na Medicina Farmacêutica e no uso de Raios-X para diagnósticos. Os antibióticos estavam ganhando a guerra contra as doenças e a tendência das pesquisas médicas e das políticas públicas apontavam uma pílula ou comprimido como a solução para todos os problemas. O público estava embevecido pela aparente taxa crescente do progresso médico e científico. Durante este período, muitos médicos estavam certos de que todas as noções de "terapia energética" e "força vital" não tinham qualquer sentido. A experiência de praticantes e de pacientes com as terapias energéticas foram apagadas, quer seja ignorando-as ou afirmando que foram vítimas de ilusão, alucinação, charlatanismo e do efeito placebo. Os cientistas afirmavam que qualquer campo energético ao redor de um organismo seria muito fraco para ser detectado - se tal campo existisse, com certeza não teria significado biológico. A cura através de campos energéticos era apenas fantasia.

Embora os métodos de Burr não tenham se tornado parte da prática clínica aceita, seu raciocínio tinha fundamentos, afinal, para ele o elo entre a Biologia e a Física não era misterioso ou insondável. As energias tão estudadas pelos cientistas circundam, penetram e são produzidas por todos os seres vivos. A eletricidade biológica, por exemplo, não é diferente de qualquer tipo de eletricidade e também não obedece a leis diferentes. Além disso, os campos no interior do corpo são inevitavelmente afetados pelos campos maiores do planeta e de outros corpos celestes. Os mecanismos pelos quais estas influências atuam não são místicos ou obscuros - envolvem rotas de interação muito bem documentadas.

Por exemplo, manchas solares e os ciclos da lua causam mudanças nos campos geofísicos os quais, em resposta, influenciam os campos nos seres vivos. A vida na Terra não está isolada do resto do universo, mas é susceptível a forças que se estendem por vastas regiões do espaço. Como um fenômeno, os campos bioenergéticos passaram de "absurdo científico" para um importante tópico em expansão da pesquisa biomédica. Não apenas estes campos podem ser detectados a partir de determinada distância do corpo, como cientistas vêm pesquisando como estes campos são gerados, porque sofrem distorções quando uma patologia está presente, porque sistemas vivos são tão extraordinariamente sensíveis a eles e como podem ser utilizados para cura.

Dr. Harold Saxton Burr - Cada órgão tem uma vibração própria.

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"Os padrões elétricos de vida" - o trabalho do Dr. Harold S. Burr . Os trechos a seguir tem tradução livre e são extraídos para a imortalidade, pelo Dr. Harold Saxton Burr.
"O universo em que nos encontramos e do qual não podemos ser separadas é um lugar de lei e ordem. Ele não é um acidente, nem o caos. Ele é organizado e mantido por um campo eletro-dinâmico capaz de determinar a posição e movimento de todas as partículas carregadas. Durante quase meio século, as conseqüências lógicas dessa teoria foram submetidas a condições rigorosamente controladas e reuniram-se comprovações sem nenhuma contradição".

Estas foram as declarações do Dr. Harold Saxton Burr, Ph.D., que era Professor Emérito de anatomia na Universidade de Medicina de Yale. Dr. Burr foi um membro da faculdade de medicina por mais de 43 anos. De 1916 ao final de 1950 ele publicou, sozinho ou com outras pessoas, mais de noventa e três artigos científicos.

Dr. Burr descobriu que todos os seres vivos - desde os homens a ratos, de árvores para sementes - são moldados e controlados por campos eletro-dinâmicos, que podem ser medidos e mapeados com voltímetros. Esses "campos da vida", ou L-campos, são os projetos básicos de toda a vida neste planeta. A descoberta é de grande importância para todos nós. Dr. Burr acreditava que, desde que as medições de tensões de campo L pudessem revelar condições físicas e mentais, o médico deveria ser capaz de usá-las para diagnosticar a doença antes do aparecimento dos sintomas, e assim teria uma melhor chance de sucesso do tratamento.

"Campos eletro-dinâmicos são invisíveis e intangíveis, e é difícil visualizá-los. Mas a analogia pode ajudar a mostrar o que os campos da vida - ou L-campos - fazem e por que eles são tão importantes. Tomando como base a ciência do ensino médio, é possível lembrar de que se as limalhas de ferro estão espalhadas ao longo de um ímã, eles vão organizar-se no padrão das "linhas de força" do campo do ímã. Algo como isso acontece no corpo humano. Suas moléculas e células estão constantemente a serem dilaceradas e reconstruídas com material fresco do alimento que comemos. Mas, graças ao controle dos L-campos, as novas moléculas e células são reconstruídos como antes e arranjam-se no mesmo padrão que as antigas."
"Até que instrumentos modernos revelassem a existência do controle dos L-campos, os biólogos estavam tentando explicar como os nossos corpos mantêm a forma através do metabolismo incessante e mudanças de material". Agora, o mistério foi resolvido: O campo eletro-dinâmico do corpo serve como uma matriz ou molde, que preserva a "forma" ou disposição de qualquer material; no entanto, muitas vezes o material pode ser alterado.

"Quando um cozinheiro olha para um molde de geléia, ele sabe a forma da geléia que vai sair dela. Da mesma forma, a inspeção com instrumentos de campo de L em seu estágio inicial pode revelar a futuro "forma" ou arranjo dos materiais que irão moldar. Quando o campo L em um ovo de sapo, por exemplo, é examinado eletricamente, é possível mostrar a localização futura do sistema nervoso da rã, porque campo L do sapo é a matriz que irá determinar a forma que se desenvolvem a partir do ovo."

"Para voltar ao cozinheiro, quando ele usa um molde irregular, ele espera encontrar algumas reentrâncias ou saliências na geléia. Da mesma forma, ao "agredir" o campo-L - isto é, com padrões anormais de tensão - pode dar um aviso de que algo "fora de forma" no corpo está por vir, por vezes, antes de os sintomas reais. Por exemplo, a malignidade no ovário foi revelada por meio de medições de campo L, antes de qualquer sinal clínico pode ser observado. Tais medições, por conseguinte, poderiam ajudar os médicos para detecção precoce do câncer, quando existe uma melhor chance de tratá-la com sucesso."

Dr. Louis Langman, da Universidade de Nova York e Bellevue Hospital, examinou mais de 1.000 pacientes com uso das medições eletro-métricas do campo L. Dr. Langman e seus assistentes examinaram os pacientes que estavam nas enfermarias do hospital e foram sujeitos a uma variedade de síndromes. Eles incluíram fibromas, bem como outros eventos patológicos dessas mulheres. Naqueles que mostraram uma acentuada mudança no gradiente de tensão entre o colo do útero e a parede abdominal ventral, o medidor de tensão foi mantido e controlado.

"Havia cento e dois casos em que houve uma mudança significativa no gradiente de tensão, sugerindo malignidade. A confirmação cirúrgica veio em noventa e cinco dos cento e dois casos. A posição real da malignidade variou em cada paciente, dos tubos ao próprio tecido do ovário. Tivemos uma percentagem surpreendentemente elevada de uma identificação bem sucedida de malignidade no trato generativo, confirmada por biópsia."

No crescimento e desenvolvimento de qualquer sistema de vida existe, obviamente, algum tipo de controlo de processos. Como disse uma distinta zoóloga uma vez: "O crescimento e desenvolvimento de qualquer sistema vivo parece ser controlado por uma força organizadora que age sobre todo organismo e dirige todo o seu processo de vida".

A teoria do campo sugeriu que deveria ser possível determinar a polaridade e a direção do fluxo de transformações de energia no sistema de vida do organismo como um todo, dependente de tais diretivas para a sua existência. Assim, deveria servir também para determinar seu crescimento atípico.

Dr. Burr decidiu examinar as propriedades elétricas em ratos com câncer para determinar se as medições de tensão mudariam durante a iniciação e crescimento do tecido de cancerígeno. "Os resultados da experiência foram surpreendentemente consistente. Vinte e quatro a 28 horas após a implantação, foram observadas alterações nos gradientes de tensão. Esse diferencial aumentou de forma constante e sem grandes dificuldades para atingir um máximo de cerca de cinco milivolts no décimo primeiro dia. Nos tumores de crescimento lento, potenciais diferentes começaram a surgir no terceiro ou no quarto dia, mas atingiram o seu máximo de aproximadamente três milivolts no dia 10 ou 11."

Nos animais de controle não houve variações significativas de tensão. "Está claro a partir destes resultados que a crista de crescimento atípico no organismo hospedeiro produziu correlatos eletro-métricos mensuráveis e reprodutíveis."

"Nós tínhamos razão em acreditar que o campo eletro-dinâmico poderia servir como um sinal para uma variedade de condições, porque nossos experimentos confirmaram a nossa hipótese básica. Esta hipótese consistia que o organismo possui um campo como um todo, que abrange campos subsidiárias ou locais, o que representa componentes do organismo. Assumimos, então, que as variações nas áreas controladas seriam refletidas em variações no fluxo de energia em todo o sistema - como tínhamos encontrado na ovulação e malignidade. Decidimos, portanto, procurar mais comprovações da teoria."

Dr. Burr foi capaz de medir as mudanças que ocorrem no campo de L como feridas sérias até a cura. Durante todas as fases do processo de cura, puderam ser feitas medições de gradiente para mostrar que o corpo inicia várias das funções associadas à cicatrização de feridas.

Uma das descobertas mais excitantes do Dr. Burr lidou envolveu as variações de tensão durante os ciclos menstruais femininos.

"Enfocamos na idéia de usar um coelho fêmea, pois é sabido que as coelhas ovulam cerca de nove horas após a estimulação do colo do útero. Assim, uma coelha foi estimulada e nove horas depois, foi anestesiada. Após a conexão dos eletrodos e observando através de um microscópio, de repente isso aconteceu com o assombro e deleite dos cientistas: no momento em que - através do microscópio - viram a ruptura do folículo e do óvulo liberado, houve uma mudança brusca na tensão no gravador."

"Pouco depois, uma jovem teve que fazer uma operação e se ofereceu para deixar isso ser feito, quando seus registros elétricos indicaram que a ovulação era iminente. Quando os gradientes de tensão começaram a subir, ela foi levada para a sala de cirurgia. Um folículo rompido recentemente foi observado - que confirmou os achados no coelho."

Esses achados foram histórico de duas maneiras. Em primeiro lugar, eles propiciaram uma prova dramática do papel desempenhado pelos L-campos da biologia. E, pela primeira vez, eles mostraram que o movimento da ovulação pode ser determinado com precisão eletricamente.

Esta notável descoberta tem grandes implicações práticas. Através de medições em mulheres através dos L-campos, foi possível notar que algumas mulheres podem ovular ao longo do ciclo menstrual inteiro, que a ovulação pode ocorrer sem a menstruação, e menstruação sem ovulação. "A importância desse conhecimento para ginecologia, planejamento familiar e nascimento controle é óbvio. Ele também ajuda a explicar por que os métodos usuais de controle de natalidade é inadequado."

A paciente do Dr. Burr, uma mulher casada, fez bom uso dessa descoberta. Durante anos, ela e seu marido tinha desejado em vão ter filhos. Assim, ao longo de um período de várias semanas, ela fez visitas regulares ao laboratório do Dr. Burr e mediu as tensões em seu próprio campo de L com os instrumentos. Quando um dia viu-os crescendo rapidamente, ela sabia que a ovulação era iminente, e foi ficar com seu marido. A desejada - e muito amada - criança era o feliz resultado desta aplicação do trabalho do Dr. Burr.

Dr. Burr foi um grande pioneiro! Ainda hoje os resultados de sua pesquisa podem ser utilizados de várias maneiras que ajudam para uma maior saúde para a humanidade.
http://quantumbio.com.br/metodo-quantumbio/pensadores-cientistas/dr-harold-saxton-burr/

As pesquisas de Harold S. Burr

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Muitas vezes foi sugerido que a maioria dos fenômenos observados pela medicina não-ortodoxa na verdade estão ligados com as propriedades elétricas do corpo.

Muitas dessas propriedades são bem conhecidas, como as ondas do cérebro, do coração, impulsos nervosos, contrações musculares. O problema, aí, é que nenhuma teoria podia ainda explicar como as mudanças bioelétricas afetavam a função biológica. Isso até o surgimento de Haroid Saxton Burr, da Escola de Medicina da Universidade de Yale (Estados Unidos), cuja Teoria Eletrodinâmica da Vida, publicada em 1935, propõe que todos os organismos vivos possuem campos elétricos que determinam sua forma, crescimento e organização.

De acordo com Burr, "as moléculas e células do corpo estão constántemente sendo divididas e reconstruídas com o novo material do que comemos e bebemos. Mas, por causa do controle do campo da vida, as novas moléculas e células são refeitas como antes e arranjam-se da mesma forma que as primeiras."

A partir das primeiras pesquisas, Burr começou a examinar os campos de uma grande variedade de organismos. Sua primeira descoberta foi de que toda coisa viva tem seu campo de vida particular, descobrindo depois que uma voltagem anormal nesse campo gera a doença no organismo, muitas vezes antes que qualquer sintoma físico possa ser detectado.

Mesmo um pequeno corte no dedo afeta o campo da vida. E, por outro lado, este campo reflete não apenas o estado físico do organismo como também o psicológico. Leonard Ravitz, um colega de Burr, descobriu que esse campo pode ser usado não apenas para avaliar o efeito geral de drogas, sono ou hipnose, mas também as mudanças de voltagem resultantes de emoções fortes: "Isto sugere", afirmou ele, "a fascinante possibilidade de que psiquiatras do futuro poderão medir eletricamente a intensidade de tristeza, cólera ou amor das pessoas" - o que, convenhamos, é uma possibilidade muito próxima do totalitarismo comportamental.

A. S. Premam, um biofísico soviético, cujos trabalhos confirmaram as conclusões de Burr (que, aliás, não foi sequer discutido pelo mundo acadêmico norte-americano), afirmou que existe ainda uma atitude cética, quando não inteiramente negativa, diante de experiências científicas que levam em conta o organismo como um todo.

Mesmerismo

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Para começar a falar sobre Mesmerismo precisamos entender melhor a história sobre isto.

 Franz-Anton Mesmer (1734-1815), redescobre um método de tratamento que já foi praticado por Paracelso e que era conhecido na Idade média, e vai ainda além afirmando sobre um fluído magnético que o homem possui e que é possível utilizar com fins terapêuticos.

 Durante a vida, Mesmer ora era considerado um gênio ora charlatão. Naquela época ninguém tinha idéia  que a própria medicina oficial depois utilizaria terapêuticas derivadas diretamente das idéias daquele visionário, como hipnose, sofrologia, electromagnetismo, etc.

 Entender a importância de Mesmer na utilização da hipnose e do magnetismo nos dias atuais é poder olhar para o passado com respeito. Falar que é ultrapassado usa ou estudar mesmerismo é simplesmente fazer o mesmo que os médicos contemporâneos de Mesmer fizeram. Precisamos compreender as razões da hostilidade destes médicos e das gerações futuras quanto a terapêutica magnética, e para isto, precisamos recuar as origens da medicina ocidental.

 Antes do século XVI a medicina encontrava-se estreitamente ligada à superstição e à religião. As orações, os amuletos, os sacrifícios eram considerados como promotores de cura. Depois vem o hábito de utilizar os recursos do mundo vegetal e animal, e virtudes curativas eram também atribuídas a certas substâncias de origem animal ou até humana.

 Com Hipócrates que abre-se uma nova era. A medicina hipocrática esforça-se em precipitar a crise para que o organismo possa libertar-se do mal no momento em que este não o mina ainda por completo.

 No século XVI (1493-1551) começa uma revolução médica, graças a Paracelso, que introduz o uso generalizado dos medicamentos químicos e denuncia as terapêuticas Galianas. Quando Mesmer tenta alterar a medicina de sua época seria como renegar os progressos realizados desde Hipócrates, que na época já utilizavam produtos farmacêuticos cada vez mais numerosos com objetivo de abafar ou evitar a crise, visto que o magnetismo proporciona efeitos benéficos pela precipitação da crise como convulsões e transpirações.

 Também os inimigos do “pai” do magnetismo afirmavam que a famosa descoberta seria impossível de controlar cientificamente. Os médicos da época não conseguiam conceber que o destino dos doentes ficariam nas mãos de quem não possuiria conhecimentos médicos. Consideravam como uma afronta a venerada profissão com exceção de alguns médicos que consideravam o magnetismo como recurso terapêutico e queriam que somente os médicos pudessem vigiar seu emprego.

 A indústria farmacêutica foi também sempre aliada contra uma forma de cura sem precisar utilizar medicamentos.

Mesmer teve vários êxitos, mas entre estes ele curou uma jovem que sofria de cegueira psicossomática e o caso causa escândalo porque ela se apaixonou por ele, então os inimigos de Mesmer aproveitam a oportunidade para redobrarem os seus ataques. (como foi ilustrado em filme sobre a vida dele)


 Mesmer depois de vários eventos importunos perde a popularidade, mesmo com vários êxitos, os inimigos conseguem determinar que os efeitos curativos são efeitos de sugestão, apenas o botânico Antonie-Laurent Jussiu afirma a necessidade de prosseguirem com as pesquisas no quadro da medicina por toques.

 Como também acontece nos tempos atuais teve a vaidade e a ambição de um dos seus discípulos que passou o reconhecimento pessoal acima do próprio mestre e ainda a falta de verba que recebia do rei favoreceram para que Mesmer decidisse sair de cena. Seu reconhecimento foi recebido somente 3 anos antes de sua morte com o convite para ocupar uma cadeira da faculdade de Medicina de Berlin.

 Mesmer deixou uma semente e a lição mesmeriana é retida por homens que se preocupavam com a cura de seus semelhantes. Um hospital mesmeriano em Berlin é aberto e o magnetismo progride na França, Inglaterra e até na India.

 Depois de Mesmer alguns dos seus discípulos continuaram neste trabalho de pesquisa e tratamentos, utilizando o magnetismo, como o Marquês de Puységur, que não usou mais as tinas que Mesmer utilizava e passou a usar a magnetização direta, e fez uma grande descoberta: o sonambulismo provocado, também observou pela primeira vez o fenômeno de clarividência desencadeada pela magnetização.

 O naturalista Deleuze (1753-1835), segue com magnetização direta com os passes magnéticos e confirmou também o sonambulismo magnético.

 O Barão de Potet (1786-1881) estuda mais demoradamente o magnetismo e manifesta capacidades magnéticas muito convincentes aos médicos Parisienses. Elliotson explorou depois a anestesia magnética e em seu hospital Mesmérico de Londres vários doentes se beneficiam das intervenções cirúrgicas indolores.

 Mais tarde, o Dr. James Esdaile, em Calcutá, segue também aplicando em vários doentes a anestesia magnética.

O Suiço Charles-Léonard Lafontaine (1803-1892) contribui para a elaboração das teorias mesmerianas. Uma de suas múltiplas demonstrações que efetua em Manchester, está na origem dos trabalhos do Dr. James Braid, que vai aperfeiçoar uma técnica próxima do magnetismo, mas é na realidade hipnose. Os círculos médicos franceses se interessam seriamente pelo assunto dentre eles Broca, Velpeau, Liébault, Bernheim, Charcot.

 Depois de uns 10 anos da morte de Mesmer uma comissão de inquérito por unanimidade exprimiram um parecer favorável sobre as curas do magnetismo, com um volumoso relatório depositado na Academia de Medicina em 1831, sugerindo as pesquisas sobre o magnetismo, mas um dos acadêmicos, Dr. Castel, estimou que seu conteúdo faria correr o risco de comprometer os “conhecimentos psicológicos” adquiridos, e insurge-se contra sua publicação.

 Vários médicos magnetizadores continuam utilizando anestesia magnética, como Dr. Cloquet em 1826, durante 10 anos conseguiu fazer cirurgias com sucesso utilizando magnetizadores-anestesistas, até que Dr. Dubois, 1837 aproveitou um inquérito para levar o magnetismo para a lama.

 O magnetismo perseguido entraria na clandestinidade até a segunda metade do século XIX, e os adeptos tem de prosseguir as pesquisas solitariamente e contentar-se com curas as escondidas. O sonambulismo provocado, a hipnose e até os fenômenos de clarividência magnética proporcionam agora experiências devidamente subvencionadas, mas o magnetismo propriamente dito permanece banido dos hospitais franceses.

 Um dos corajosos facultativos que continuou com os trabalhos foi o Dr. Moilin, publicou em 1869 o Tratado elementar teórico e prático do magnetismo. Dr. Moilin descobre que as curas operadas pelo magnetismo se explicam pela ação direta que o fluído magnético exerce sobre as células.

 Moilin respondeu aos inimigos do magnetismo sobre as insinuações que a sugestão e auto-sugestão estavam na origem dos fenômenos magnéticos, dizendo: “atribuir essas curas à imaginação é zombar de uma palavra e, na minha opinião, é exatamente como se se dissesse que os doentes se curam porque têm horror à doença, tal como outrora se dizia que a água subia na bomba porque a Natureza tinha horror ao vácuo”.


 Ao Dr. Moilin pertence o mérito de ter esclarecido a razão profunda de uma cura obtida por intermédio do magnetismo. As suas conclusões serão confirmadas pelos pesquisadores do século XX: as células do organismo humano – da mesma forma que as células dos animais e das diferentes espécies vegetais – extraem das irradiações magnéticas e compensação para o desaparecimento parcial ou total de sua energia vital habitual.

 O fluído magnético emanado do ser humano desencadeia fenômenos de natureza diversa. Tudo depende da distância que separa o magnetizador da pessoa magnetizada.

http://www.leilamahfud.com/#!mesmerismo/uukaf

Modulações de campo energético biológico

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Estados incomuns na saúde humana freqüentemente são diagnosticados como distúrbios genéticos ou bioquímicos, conduzindo o indivíduo a diversos tipos de patologia.

No entanto, tem-se descoberto fatores bioenergéticos que estão intimamente ligados à patogenia em si, e que antecedem as alterações genéticas e bioquímicas. Tais alterações bioenergéticas recebem a denominação de Bioenergopatia (disfunção da energia que promove a vida no ser humano).
O presente trabalho tem quatro objetivos principais:

1) Apresentar evidências importantes sobre a existência de uma forma de energia no complexo orgânico, atualmente denominada psicobioenergia, e que antecede as manifestações bioelétricas, biomagnéticas e bioquímicas.

2) Apresentar formas subjetivas e objetivas (instrumentalizadas) de mensuração da psicobioenergia – vetores de observação.

3) Evidenciar que a psicobioenergia antecede à energia bioelétrica.

4) Incluir evidências de que a psicobioenergia, quando potencializada, altera processos de reações bioquímicas.

A estabilização de tal energia, quando detectada, quantificada e interpretada adequadamente, pode prevenir não só a formação de células cancerosas, como também diversas outras patogenias.

Histórico

Ao longo da história da humanidade, várias culturas tentaram descobrir e conceituar a provável existência de uma forma de energia existente no organismo humano que o possibilitava de se expressar.

Tal qual o corpo humano permaneceu intocável por centenas de anos devido à interferência da crença religiosa e filosófica, impossibilitando assim a medicina de descobrir detalhes anatômicos e fisiológicos, o estudo sistematizado da energia que promove movimento ao corpo humano também sofreu deste eclipsamento intelectual, impossibilitando a metodização observacional específico sobre o complexo bioenergético humano.

Houve tentativas ao longo da história de possíveis explicações sobre a existência de uma forma de energia no corpo humano, diferente da energia bioelétrica. A primeira tentativa surgiu de um grande filósofo, pesquisador e conselheiro estadista russo na época do Império de Alexandro III, Dr. Alexander Aksakof (nascido em S. Petersburgo em 1838 e falecido em 1903) que pesquisou nacional e internacionalmente sobre o que denominou energia anímica. Porém, suas obras ficaram esquecidas e sem conclusões mais profundas a respeito de suas descobertas.

Atualmente a psicobioenergia já pode ser verificada através de vetores biológicos e bioelétricos para ser possível a observação. Trata-se de um estudo amplo e profundo cuja ciência responsável pela averiguação e metodização observacional é a recentemente fundada no Brasil, a Bioenergologia (do grego: bio = vida, en-ergo = energia, logos = estudo).

Sobre a Psicobioenergia

Trata-se de uma forma de energia, diferente da bioeletricidade e do biomagnetismo, que irradia do interior das células, porém com mais intensidade das células eucariotas, a partir da cromatina, gerando um campo denominado psicobiocampo.

A psicobioenergia normalmente irradia de todo o corpo de maneira isotrópica, gerando ao redor do mesmo o psicobiocampo, numa extensão que varia de pessoa para pessoa, chegando a atingir uma emanação de 5 a 40 centímetros a partir da superfície da pele.

Pode ser observada por aparelhos especialmente projetados e por aparelhos de medição elétrica cuja verificação é interpretada através de variações elétricas, na ordem de mili a microvoltagem.

Sobre a terminologia

Psicobioenergia (do grego psi = sopro de vida, bio = vida, en-ergo = energia, movimento). O termo é bastante apropriado visto ser possível verificar que o corpo humano passa a irradiar esta energia de maneira mais ou menos intensa dependendo das alterações emocionais do indivíduo. As variações do potencial psicobioenergético podem ser observadas através da mensuração do psicobiocampo.

Como a psicobioenergia é formada

A psicobioenergia é formada a partir da respiração descompassada. Pela compressão de membranas ricas em sais iônicos, como o potássio. O diafragma é uma destas membranas que, ao se contrair, gera uma reação semelhante a um cristal piezoelétrico produzindo ionização e deflagrando o surgimento, em segunda estância do campo neutrínico. A produção de campo neutrínico é proporcional à compressão diafragmática. Porém, a potencialização da atividade ionizante do diafragma promove um comportamento inesperado na expressão bioelétrica.

Conforme observado experimentalmente, a psicobioenergia intensificada, acarreta na expansão do psicobiocampo, causando uma depressão na carga bioelétrica, de maneira análoga a atuação dos raios ultravioletas incidentes sobre o campo eletromagnético (efeito fotoelétrico observado por Hallwachs – 1888). Isto ocorre devido ao deslocamento extremamente rápido dos elétrons em relação ao núcleo atômico, promovendo a formação de pulsos de raios x e o subtipo raios gamma.

Um indivíduo alterado emocionalmente, produz um comportamento respiratório que promove incursões respiratórias rápidas e superficiais. Isto aciona o mecanismo de potencialização psicobioenergética, expansão de psicobiocampo, diminuição do potencial bioeletromagnético e produção do campo neutrínico momento em que ocorre a ligação forte com os receptores nervosos.

Características do psicobiocampo

O psicobiocampo pode ser mapeado conforme diagrama abaixo:

Um psicobiocampo é crítico ou ao menos passível de cuidados quando apresenta expansões intensas e crônicas em determinadas áreas (momento angular positivo – MAP) ou retrações acentuadas (momento angular negativo – MAN). Todos nós estamos alterando nossas respirações e promovendo pulsos de psicobioenergia. A expansão é retornada aos níveis normais de irradiação num período que varia entre 1 a 5 minutos. Porém, quando a expansão se cronifica por muito tempo, isto pode ser considerado um risco para o parâmetro metabólico celular.

Momento Angular Positivo – MAP

A psicobioenergia promove alterações em seu fluxo a partir do momento em que é potencializada de maneira intensa. O campo normalmente possui uma isometria global. As expansões cronificadas (alta potência psicobioenergética por tempo prolongado) produzem distorções em partes do corpo com maior suscetibilidade de desintegração iônica, comprometendo a higidez do organismo. O primeiro alerta desta descompensação é caracterizado com uma expansão local ou isotópica, gerando o que é denominado bioenergologicamente de Momento Angular Positivo – MAP.

Estes setores geralmente apresentam baixo potencial elétrico. As células sofrem uma espécie de interferência eletrônica, causando anomalias metabólicas. Geralmente, nestes casos, o sistema genético celular aciona o gene FAS para que a apoptose ocorra. Porém, algumas vezes este mecanismo não é acionado devido a interferência causada. Surge a célula cancerosa. No entanto, na fase MAP, o organismo poderá ainda não ter repercutido com a disfunção psicobioenergética, o que poderá facilitar o processo de sublimação através do procedimento de equalização psicobioenergética. O processo de somatização a partir da detecção de um MAP pode levar vários dias. O tempo dependerá da angulação do MAP. Quanto mais agudo, mais propenso para a retração MAN, indicador do processo de somatização em progresso.

Sintomatologia primária decorrente de um MAP (potencialização da psicobioenergia com decorrente expansão de psicobiocampo):

1) Alteração térmica variando entre 37o C a 38,5o C;
2) Escotomias;
3) Náuseas;
4) Turvamente da visão;
5) Cefaléia;
6) Aceleração de batimento cardíaco
7) Sede compulsiva;
8) Baixa do tônus muscular;
9) Insônia ou sono excessivo;
10) Dificuldades de memorização e relação cognitiva com o ambiente;
11) Lapsos mnemônicos

Momento Angular Negativo – MAN

A retração do psicobiocampo é um indicador de interrupção do fluxo bioenergético (deserto energético). Isto promove interferência atípica, promovendo uma distribuição anisotrópica da psicobioenergia. A falta desta energia em determinados locais do corpo, geralmente caracterizado por um “deserto energético” e elevada carga bioelétrica local, promovendo a falta de identificação dos parâmetros energéticos com as células. Este sistema somático reage sem a orientação básica do modelo estrutural psicobioenergético. Isto produz células mutantes ou uma “entidade nosológica”.

Isto faz se sentir de maneira sintomatológica e crescente.
O processo de produção de células mutantes pode ser prevista através de uma sintomatologia secundária de ordem bioquímica importante.

Sintomatologia secundária de ordem bioquímica (baixa potência de psicobioenergia com decorrente retração do psicobiocampo – MAN)

1) Elevação de glicose no sangue;
2) Aumento de PH sanguíneo;
3) Aumento de Ferro sanguíneo;
4) Deficiência no transporte de oxigênio pelos eritrócitos.

Se por um lado a psicobioenergia, que naturalmente irradia do corpo, envolvendo-o e incorporando -o, possibilitando sua vivificação, ao se desregular poderá causar processos anômalos durante a leitura de replicação genética, anomalias proteômicas.

Água, metal e carbono

São substâncias que veiculam a psicobioenergia de maneira bastante peculiar. A água, bem como o carbono a atraem. Já o metal o acelera. A combinação destas substâncias compõe um sistema integrado. O corpo humano, com sua constituição metálica, como o cromo (Cr) , molibdênio (Mo), vanádio (Va) e principalmente o Cálcio (Ca), promove a formação de circuitos organometálicos que aceleram cationicamente os íons que veiculam a psicobioenergia, tanto dentro quanto fora do complexo orgânico.

Métodos de observação da psicobioenergia

Um dos métodos mais objetivos e diretos para a observação da psicobioenergia é a recentemente criada Bioenergografia, ou assim conhecido Exame BEG. Este exame permite a verificação das modulações bioenergéticas através de uma fotografia, a qual leva 24 horas para ser realizada visto o filme fotográfico necessitar ficar numa câmara fechada com uma amostra ou de cabelo ou unha do paciente, por cerca de 24 horas de exposição. Após este período o filme é revelado e então é possível verificar o porcentual cromático da foto. A psicobioenergia possui uma gradação cromática que varia do amarelo, laranja e violeta. Qualquer pessoa possui um traço de psicobioenergia porém numa carga normal nunca excedendo de 5% a 30%. Indivíduos normais apresentam maior quantidade de cor azul. Este método não utiliza qualquer energia secundária como eletricidade ou magnetismo para sensibilizar a película. Trata-se da sensibilização através da radiação natural do cabelo.

Segue abaixo algumas amostras de exames BEG
NORMAL

Azul = 60% a 100%
Verde = 30% a 50%
Amarelo = 05 a 30%
Laranja = 02%
Violeta = 02%

Outra forma de se verificar a presença de modulação intensificada de psicobioenergia é através de instrumentos de medição elétrica. Segue abaixo exemplo comparativo entre um indivíduo normal e um indivíduo expandido:


Outra maneira adicional e importante para se verificar as alterações no processo bioenergético no organismo é através do exame Hemoenergografia (exame HEG) baseado na microscopia de campo escuro.
Podemos notar a diferença entre um indivíduo normal e um indivíduo com baixa carga de psicobioenergia o que promove uma exacerbação do potencial bioelétrico, como segue:




Conclusão
A psicobioenergia é uma forma de energia que vivifica o organismo. Pode ser potencializada através da respiração devido à compressão de membranas iônicas como o diafragma. Influencia o complexo celular. Existe no organismo e é veiculada de acordo com o sistema a base de água, carbono e metal existentes no complexo orgânico. É diferente da eletricidade, de acordo com as seguintes evidências: a) ao ser expandida, o potencial bioelétrico decai rapidamente; b) enquanto a carga de eletricidade promove movimentos quadráticos e espasmódicos na musculatura, a psicobioenergia promove movimentos orbitais; c) a ausência de psicobioenergia eleva o índice de eletricidade no corpo devido às reações bioquímicas combinadas com a carga elétrica existente no ar.A modulação intensa promove disfunções de ordem proteômica, ocasionando problemas na replicação do DNA. Ao contrário disso, a baixa carga desta energia pode elevar sobremaneira os índices bioelétricos, ocasionando disfunções citometabólicas. Estas disfunções são denominadas Bioenergopatia. Através da regulação bioenergética é possível regularizar a potência bioenergética em índices normais e saudáveis ao organismo.
http://www.institutomedeiros.com.br/impa/publier4.0/dados/anexos/73.pdf

Os Pesquisadores Modernos da Energia Vital

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Os primeiros relatos científicos sobre a energia vital foram feitos por Paracelsus,  por volta de 1530, ele era pesquisador, cientista, alquimista, médico e também professor de física, medicina e cirurgia na faculdade da Basileia.
Paracelsus acreditava que existia uma energia que influenciava as pessoas por meio de uma força universal que ele chamou de munia.
Para ele os planetas, estrelas, pedras, metais, podiam exercer forças boas e ruins sobre nosso corpo, ou seja, a munia poderia curar e até matar. O conceito da munia é muito similar ao prana hindu. Paracelsus descreveu essa força como uma energia irradiante e “luminosa”, como uma aura ou similar.

Por volta de 1780 um cientista, médico, físico, biólogo e filósofo italiano chamado Luigi Aloisio Galvani descobriu o que ele chamou de energia orgânica ou eletricidade animal.
Em seu laboratório durante testes em músculos das coxas de uma rã morta, ele percebeu que ela se contraiu ao ser atingida por uma faísca elétrica.

Galvani foi um dos primeiros cientistas a estudar a bioeletricidade, padrões elétricos e sistemas nervosos.

Outro cientista de época, Franz Anton Mesmer, um médico alemão, que em 1773 deu início em suas pesquisas que resultaram na teoria do magnetismo animal, também chamada de Mesmerismo.
Anton definiu o magnetismo animal como sendo a capacidade de um indivíduo em causar efeitos similares ao magnetismo mineral em outra pessoa, um espécie de fluido vital, uma energia.

Ele acreditava ser uma força natural invisível exercida pelos animais. A força poderia ter efeitos físicos, incluindo a cura.

No tratamento ele usava imãs para curar diversas doenças. Mas em 1776, ele deixou de fazer uso do ímã como condutor do magnetismo animal, para evitar mal-entendidos por parte dos médicos e físicos. Anton passou a usar água, garrafas e jarras de ferro magnetizados no tratamento.

Existem relatos de diversas curas usando a técnica do magnetismo animal, inclusive publicamente. Anton publicou cartas sobre a cura magnética, esclarecendo em  sua tese de doutorado, e as enviou, como divulgação a alguns médicos.

Mas o magnetismo animal teve grande  rejeição pelas sociedades médicas da época. Devido às suas alegações paranormais e pseudocientíficas  foi considerado, por alguns, um charlatão, porém bastante respeitado por outros.  Ele tentou persistentemente, mas sem sucesso conseguir o reconhecimento científico de suas teorias.

Até Nikola Tesla, o grande mestre da eletrônica em 1898, publicou um artigo na reunião anual da Associação Americana de Eletroterapia nos EUA, intitulado ” Os osciladores de alta frequência para fins Eletro terapêutico e outros.

Tesla afirmava que uma das características mais notáveis observadas foi com as correntes elétricas de alta frequência,  principalmente de interesse para o médico, era a sua inocuidade aparente que tornou possível passar grandes quantidades de energia elétrica através do corpo humano sem causar dor, choque ou qualquer desconforto.
Tesla achava que a eletricidade  movia a vida, mas suas experiencias acabaram sendo voltadas  para a transmissão de energia por questões financeiras.


 Tesla afirmava que uma das características mais notáveis observadas foi com as correntes elétricas de alta frequência,  principalmente de interesse para o médico, era a sua inocuidade aparente que tornou possível passar grandes quantidades de energia elétrica através do corpo humano sem causar dor, choque ou qualquer desconforto.

Tesla achava que a eletricidade  movia a vida, mas suas experiencias acabaram sendo voltadas  para a transmissão de energia por questões financeiras.



A energia através da história

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 Autor: Geni Aparecida do Carmo Cruz

A história da humanidade evidencia registros a respeito da existência de uma energia sutil perceptível no corpo humano, nos animais e plantas. Conhecimento com origem em tempos imemoriais e, sempre vinculados à religiosidade e ao misticismo. Relatos de práticas de xamãs manipulando forças invisíveis em rituais podem ser encontrados nas sociedades primitivas. Sacerdotes do antigo Egito eram mestres da ciência oculta e profundos conhecedores, dominadores da energia sutil. Magos e feiticeiros existiam espalhados por diversos países do mundo antigo e o trabalho deles envolvia lidar com essas forças invisíveis.

Brennan, nesse sentido, reporta-se à História da investigação científica no campo da energia humana e relata que os místicos, embora não tenham falado de campos de energia nem de formas bioplásmicas possuem tradições condizentes com as observações que os cientistas só agora entraram em contato. Neste ponto, ela descreve as experiências oriundas das práticas religiosas nas quais a oração e a meditação leva ao estado de consciência ampliada e o religioso declara enxergar luz em torno das pessoas.

Ela retoma a tradição espiritual indiana, de mais de 5.000 anos, assentada sobre a existência de uma energia universal constituinte da vida, o prana. Os chineses que no terceiro milênio a.C. diziam de uma energia vital por eles denominada de Chí e que compõe e impregna toda matéria animada e inanimada. Seu equilíbrio ou desequilíbrio por meio das forças yin e yang resulta na saúde ou moléstia, e norteiam os princípios da antiga arte da acupuntura. Após cinco séculos a acupuntura foi aperfeiçoada pelo Imperador Hoang-Ti, seu objetivo era o de promover o reequilíbrio do fluxo de energias Chí (qui), através de canais energéticos (nadis, meridianos).

Outros autores defendem ideia similar, Capra (1989) diz que os conceitos da física moderna frequentemente mostram a existência de paralelos com as ideias expressas nas filosofias religiosas do Extremo Oriente. Paralelos pouco discutidos por enquanto, algumas contribuições oriundas da cultura da Índia, China e Japão podem ser destacadas as que derivam do hinduísmo, budismo e taoísmo. Segundo Capra, pode se dizer que de modo geral a física moderna conduz a uma visão de mundo similar aquelas sustentadas pelos místicos de todos os tempos e tradições (CAPRA,1989: 15).

Dziemidko (2000:14) discorrendo sobre energia e cura energética, diz que a energia do corpo é aquilo que anima, dá vida ao corpo físico. O que em outras culturas é conhecido como energia vital, ou “força vital”, de reconhecimento na filosofia e nas curas tradicionais. O chinês lança mão de três palavras para referir-se aos aspectos diferentes dessa energia: Chi, Jing e Shen; os indianos a denominam de prana, palavra usada por eles também para respiração e espírito. “O uso dessas palavras tem milênios, mas tem sido menosprezada, nos últimos séculos em nossa cultura, em nome do progresso científico.”

Ela salienta o fato de que antigos textos religiosos dos hindus, da filosofia chinesa, estarem cheios de referências que só agora através da luz das modernas teorias da física começam a ser compreendidas. Há milênios, os místicos descrevem experiências de ver o Universo sob a forma de ondas. As teorias mais progressistas da física estão se aproximando dessas ideias. Por trás de tudo existe uma força inexplicável – o vácuo quântico -- Sentimos a substância que nos dá a qualidade de vida o tempo todo, é ela que ativa nosso pensamento, emoções e ações, agindo como a eletricidade, visto que ao fluir por nós ela faz as coisas funcionarem. Idêntico ao que faz a eletricidade, quando flui, cria m campo energético. Campo esse que os terapeutas percebem ao redor e permeando o corpo humano (DZIEMIDKO, 2000: 25-37).

Energia, do misticismo à física moderna

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Autor: Geni Aparecida do Carmo Cruz

Uma boa forma de trazer a abordagem do tema energia do universo religioso e místico para o da física, talvez seja o de buscar um pensamento de Heisenberg, pois, palavra por palavra nele encerra-se a intenção desse escrito. Assim vejamos o que ele disse:

Na história do pensamento humano os desenvolvimentos mais fecundos ocorrem, de um modo geral, quando duas correntes totalmente distintas se encontram. Estas correntes podem radicar em zonas bastante diferentes da cultura humana, em tempos ou meios culturais diferentes, ou até em diferentes tradições religiosas, assim, se de fato se chegar, a encontrar, ou seja, se de fato são pelo menos aparentadas que uma verdadeira relação possa ter lugar, só se pode esperar que novos e estimulantes progressos se sigam (WERNER HEISENBERG apud CAPRA, 1989).

Segundo esse autor a influência da física moderna ultrapassou a influência da tecnologia e atingiu patamares referentes ao domínio do pensamento e cultura, onde deu lugar a uma revisão profunda da existente concepção de universo e da nossa relação com ele. O século XX através da exploração do mundo atômico e subatômico desvelou uma insuspeitada limitação das ideias clássicas. Uma revisão radical de muitos conceitos básicos levando a outro modo de pensar sobre o tempo, espaço, causa e efeito. Tais elementos fundamentavam nossa visão do mundo ao nosso redor e, com sua radical transformação, consequentemente, toda nossa visão do mundo começou a mudar (CAPRA, 1989: 14).

Para ele a física moderna tem por base as teorias da relatividade e a quântica, conduzindo a uma nova visão da natureza, essa agora é mais sutil, sagrada e ‘orgânica”. O ideal de uma descrição objetiva da natureza precisa ser abandonado junto com os principais conceitos da visão newtoniana. Mas, a nova física traz paradoxos difíceis de ser aceitos de imediato, levou muito tempo para chegar-se a perguntas certas e evitarem contradições. Houve grande dificuldade em aceitar a não solidez dos átomos, o fato de que não eram indestrutíveis e sim constituídos por vastas regiões de espaço no qual partículas extremamente pequenas se moviam. Dependendo da perspectiva, as unidades subatômicas apareciam ora como ondas ora como partículas, ou seja, possuíam uma dupla natureza.

Dentro dessa direção diz Heisenberg que o século XIX foi direcionado por uma confiança crescente no método científico, na racionalidade precisa e no ceticismo contra tudo que diferisse desse esquema fechado da época. Cita como exemplo o caso da religião. Esclarece que a física moderna em certo ponto reforçou este comportamento cético, mas em conjunto a essa posição, endereçou sua atitude cética contra a superestimação dos conceitos tidos como precisos e, até mesmo contra o ceticismo.

Ao propor que se fosse cético a respeito de qualquer tipo de ceticismo, segundo ele, a física moderna pode ter aberto uma porta de condução a uma visão mais ampla referente a relação entre mente humana e a realidade. Tal abertura, em certa medida, poderia propiciar a reconciliação entre as tradições passadas e as novas linhas de pensamento. Com isso, seria mais fácil a adaptação ao conceito quântico da realidade. A física moderna, embora somente uma parte, é muito marcante para o processo histórico geral que tende a uma ampliação do nosso mundo presente (HEISENBERG, 1987: 151-154).

O desenvolvimento maior acontece com Max Planck e sua descoberta de que a energia irradiada por um corpo quente não era emitida continuamente, mas sob a forma de “pacotes de energia”. Einstein denomina esses pacotes de energia de “quanta” e reconhece neles o aspecto fundamental da natureza. Postula a respeito da luz e da irradiação eletromagnética – o quanta de luz, origina o nome da teoria quântica (CAPRA, 1989:51).

Físicos das décadas de 1920 e 1930 confirmaram que a matéria é na verdade uma forma de vibração de onda, aquilo que a física quântica chama de “dualidade onda-partícula”. Tais insights permitem um entendimento totalmente novo do nosso corpo, pois, além da sua forma física material, o corpo é um campo de energia dinâmica e pulsante. Intrínseco ao nosso ser material existe o que poderia ser denominado de “corpo mecânico quântico”, que é processo, energia e inteligência puros. Nesse último, teríamos suficiência ou insuficiência de energia e através dele a possibilidade de solucionar a ausência de energia.

Chopra (1998:12-13) relembra que com exceção dos físicos quânticos estamos acostumados a pensarmos o corpo físico como algo sólido e a mente como imaterial, uma forma de pensar que dificulta a compreensão de que mente e corpo pode interagir um com o outro. Mas que tão logo se compreenda que a estrutura aparentemente material do corpo é simplesmente pura energia, fica claro que o pensamento e a matéria são essencialmente semelhantes. Para física quântica, por exemplo, não existe muita diferença entre as flutuações de pensamento que surgem dentro do campo unificado e as vibrações de onda originadoras das partículas que constituem o corpo humano. Em síntese, seus pensamentos são eventos quânticos, vibrações sutis do campo, influenciando profundamente todas as funções do seu corpo.

Uma breve noticia histórica

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Relatos de fenômenos anômalos sempre existiram na humanidade. Sonhos premonitórios, coincidências bizarras, testemunhos de aparições de mortos e casas reputadas mal assombradas sempre foram uma constante no decorrer de nossa história. Antes do século XVII, poderíamos dizer que a perspectiva de um Cosmos pleno de propósitos, significado e de Entidades sobre-humanas gozava de total imunidade na cabeça das pessoas.
Com o desenrolar da revolução científica, do antropocentrismo e do iluminismo, a superstição diante do desconhecido começou a desvanecer-se, cedendo espaço para o racionalismo científico. Assim, à medida que o homem descortinava alguns dos segredos do Universo, gradativamente a perspectiva daquele Cosmos pleno de significado e de propósitos, governado por uma Mente Suprema, abria espaço para a visão mecanicista de mundo.

As descobertas científicas (em especial as de Newton, que matematicamente descrevia um universo previsível e tão mecânico quanto um relógio) e a influência impactante das filosofias de Voltaire, Diderot e David Hume ergueram um cenário que decididamente inspirou os seguidores de Descartes a questionarem se o homem também não passaria de uma máquina inteiramente governada por leis físicas tal como o Universo
.
Na metade do século XIX, esse novo modo de pensar ainda ganhou novo impulso pela difusão das ideais de Darwin. Nessa transformação social, o paranormal foi “banido da existência”, embora ainda se admitisse que a vontade de Deus pudesse interromper o curso natural de causalidade. Newton, por exemplo, pensava que Deus poderia, ocasionalmente, intervir para ajustar a órbita dos planetas (Griffin, 1997).

Nos últimos quatro séculos, o materialismo-mecanicista persiste como a corrente popular da ciência, guiando nossa visão de mundo, sendo ensinado como a “verdadeira realidade” em nossas instituições e livros escolares. Mas o que a maioria das pessoas não sabe é que o mecanicismo é apenas uma inferência sobre como enxergar a realidade. Ele não é de nenhuma maneira a única interpretação racional dos fenômenos do mundo. Aliás, existem diversos fenômenos já submetidos ao escrutínio do método científico (como os apresentados neste site) que, se considerados, mostram ser bem provável que o materialismo deve ser rejeitado como uma explicação racionalmente válida. Nesse ponto, Rhine (1947), refletindo sobre o lugar da Mente na natureza, já comentava

    Entretanto, bastante estranhamente, não há quem afirme ter provado que a mente é material. Não se registra qualquer teoria física do processo mental consciente. É extraordinário que um ramo da ciência aceite uma opinião sobre a mente não só sem qualquer prova positiva mas sem mesmo formular uma hipótese não comprovada que o justifique. Semelhante atitude só se pode caracterizar como de pura opinião, como ato de ‘fé’. Entretanto, tornou-se quase tão característica dos círculos científico e das salas de aula como a crença na alma tem sido a das escolas de teologia.

De fato, o materialismo-mecanicista vai além de uma hipótese científica. Ele é uma forte ideologia. É uma resposta social à superstição e à irracionalidade que levaram o homem a praticar diversas atrocidades no passado. Essa ideologia está tão fortemente enraizada na sociedade atual que qualquer ameaça (ainda que racional) é dogmaticamente rejeitada. Desse modo, é comum os experimentos científicos que demonstram fendas no programa materialista serem tratados como ciência de 2ª linha ou paraciência. Assim, e por ironia do destino, a comunidade científica (diga-se, em algumas ocasiões) transforma-se no demônio a que sempre disse combater: a irracionalidade.

No século XIX, esse mecanicismo chegou a ser levemente ameaçado pelo nascimento do espiritualismo, não porque tal movimento social estimulava a renascença irracional do sobrenatural, mas porque alguns dos fenômenos ditos paranormais estavam sendo confirmados pelos mesmos métodos utilizados pela ciência moderna. Debates ferozes se estenderem nos círculos científicos da época, reputações foram manchadas, sociedades foram formadas para investigar de forma imparcial alegações paranormais e prestigiosos homens da ciência defenderam a existência de certos fenômenos anômalos, tais como a telepatia, a clarividência e a psicocinese.

Tudo começou precisamente em 1848, quando a história de contatos com os mortos exsurgiu a partir de um caso típico poltergeist, em Hydesville, EUA. A enorme repercussão das meninas Margarett e Kate Fox "contaminou" diversas pessoas na América (mais tarde na Europa), quando muitos passaram a acreditar serem possuidores de poderes psíquicos. Os fenômenos espíritas, como então eram chamados, basicamente se reduziam a efeitos físicos, a exemplo de pancadas sem contato que pareciam ser comandadas por alguma inteligência (os espíritos dos mortos, diziam os espiritualistas). Quatro anos mais tarde, o fenômeno das batidelas (ou tiptologia) virou moda nos círculos sociais ingleses e franceses.
Numa conferência em 1882, William Barrett, renomado físico do período vitoriano, propôs a fundação da Society for Psychical Research (S.P.R), instituição ainda ativa que conta em sua biografia com os mais célebres pesquisadores, incluindo quatro prêmios Nobel, John William Strutt (Lord Rayleigh), Charles Richet, J. J. Thomson e Henri Bergson, notórios intelectuais que posam na história dessa Sociedade ao lado de outros gigantes do conhecimento, como William James, Henry Sidgwick, William Crookes, F. W. H. Myers, Sir Oliver Lodge, Alfred Russel Wallace, F. C. S. Schiller, William McDougall, C. D. Broad, Robert H. Thouless, G. N. M. Tyrrell, Gardner Murphy, Carl Jung e Ian Stevenson. Ao longo dos tempos, os membros e colaboradores da Sociedade produziram uma massa absurdamente gigantesca de evidências a favor de manifestações psíquicas paranormais, inclusive a de mentes desencarnadas serem capazes de se comunicar com algumas pessoas especialmente dotadas. Com apenas 7 anos de existência, o grupo destinado a investigar telepatia já havia produzido mais de 1.200 páginas de provas em apoio (Heywood, 1993).

As primeiras experiências de percepção extrassensorial foram associadas ao hipnotismo. Vide as pesquisas do Dr. E. Azam, Pierre Janet e Edmund Gurney, por exemplo. Na realidade, uma feliz associação, pois alguns estudos apontam para o papel psi-condutivo do estado hipnótico e de outros estados alterados da consciência.

Então, pegando carona no movimento espiritualista, por assim dizer, é que no século XIX foi presenciado o notável surto de interesse na percepção extrassensorial e na psicocinese. Podemos citar as pesquisas de René Warcollier (R.W) e Pierre Janet (P.J). Por exemplo, R. Tocquet (1967) menciona que numa das experiências, R.W fixou o olhar num cartão postal holandês datado de 1952, cartão esse que reproduzia moinhos de vento à beira dum canal. Em seguida esse cartão postal lhe lembrou inconscientemente um outro cartão postal representando três jovens holandesas com coifas, de braços dados e que ele trouxera de Utrecht em 1953. A percipiente, Mme. T., escreveu: “mulheres de braços dados, de coifas. Paisagem holandesa, moinhos de vento, tulipas, canais floridos”.

P.J cita o caso de uma paciente, Josephine, que reproduzia simpaticamente todas as impressões sensoriais de seu hipnotizador, isolado num outro aposento. Se bebia, ela realizava movimentos de deglutição; se beliscava o braço ou a perna, ela se indignava. Uma queimadura fê-la dar gritos horríveis e indicou o lugar exato que correspondia à lesão do operador hipnótico (Tocquet, idem).

Mencionemos ainda as experiência no Havre levadas a cabo por P.J e Gilbert e controladas por Myers e Ochorowicz. O mencionado experimento assinalou que a sugestão hipnótica poderia ter êxito ainda quando o paciente estivesse a mais de 2km de distância (Sudre, 1966; Ochorowicz, 1982). Outros casos espontâneos surgidos naquela época reforçaram o interesse na pesquisa sobre percepção extrassensorial, ainda que de forma incidental e secundária, uma vez que o fenômeno primário a ser estudado tenha sido alguns estados alterados de consciência, tais como o sonambulismo, a hipnose e a histeria. Vide os casos de Lurancy Vennum, reportado pelo Dr. E. W Stevens (1878); de Hélène Smith, pelo Dr. Theodore Flournoy (1891/1892); da Srta. Beauchamp, anunciado pelo Dr. Morton Henry Prince e pelo professor James Hyslop (1905) e o de Frederic L. Thompson, relatado por James Hyslop (1905).

Paralelamente, muitas pessoas à época passaram a declarar serem possuidoras das mais variadas habilidades paranormais, tais como a capacidade de movimentar objetos sem contato (psicocinese), a de ler pensamentos (telepatia), a de observar remotamente certos acontecimentos sem o uso dos sentidos normais (clarividência), a de conhecer o futuro (precognição) ou até mesmo a de se comunicar com os mortos (mediunidade). Muito embora a grande maioria dos casos possa ser rejeitada pela fraude, autoilusão, uso de controles experimentais inadequados, reportes mal feitos, vieses do experimentador, permanece na literatura psíquica um resíduo de casos que não pode ser explicado pelas hipóteses “usuais”. Por exemplo, os extensos relatórios das sessões de Leonora Piper, de Gladys Orborne Leonard e de Stefan Ossowiecki não deixam dúvidas de que, no mínimo, algumas pessoas possuem certas faculdades psíquicas completamente anômalas, como a telepatia e a clarividência nesses casos
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A metodologia usual antes da ‘Era Rhine’ resumia-se principalmente na execução das séances (sessões) nos círculos europeus e dos EUA, quando os fenômenos produzidos pelo psíquico ou médium eram analisados num aposento, geralmente com baixa luminosidade, por pessoas interessadas, incluindo crédulos, mas também intelectuais e cientistas da época. Durante essas sessões, muitos médiuns foram descobertos em fraude, a exemplo de Eusapia Paladino, Henry Slade, Florence Cook, Marthe Béraud e Margery Crandon. É bem verdade que as medidas antifraudes foram sendo aperfeiçoadas com as experiências, conforme resumiu Fodor (1952):

Com o desenvolvimento da ciência dos sistemas de imposição, cada vez mais controles eficientes foram evoluindo. As mangas e as calças dos Irmãos de Davenport foram amarradas em Bangor, E.U.A., Politi foi levado à Sociedade de Pesquisa Psíquica de Milão num saco de lã, Mme. D 'Esperance, Senhorita Wood e Senhorita Fairlamb foram atadas em redes como peixes para prevenir simulação durante suas sessões de materialização, Srta. Florence Cook foi trancada (num circuito elétrico), Bailey foi fechado em uma gaiola com rede de mosquito na Austrália, Eusapia Paladino foi amarrada pelo Prof. Morselli na poltrona com uma faixa espessa e larga de fita cirúrgica do tipo usado em hospícios para segurar maníacos, e Rudi Schneider estava sob um controle triplo formidável no National Laboratory of Psychical Research.

Em que pese a evolução das medidas de salvaguarda nos experimentos psíquicos, é fato que a interpretação dos acontecimentos dentro das sessões sempre dependeu da avaliação subjetiva, tanto por parte daqueles que presenciaram em primeira mão como pelos que leram os reportes dos casos. Sendo assim, alguns pesquisadores começaram achar necessária uma nova abordagem experimental para a psi, foi quando então o fisiologista e Nobel Charles Richet introduziu o uso do modelo estatístico dentro da pesquisa psíquica, muito embora a difusão massiva dessa técnica tenha sido realizada posteriormente por Rhine.
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