Pesquisa científica na USP sobre a possibilidade da mente influenciar a matéria à distância

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O projeto

O pesquisador Dean Radin do Institute of Noetic Sciences (IONS), tem desenvolvido uma série de pesquisas onde participantes tentam influenciar mentalmente o comportamento da luz em uma experiência de fenda dupla. Contrariando o esperado, os resultados são positivos, com o detalhe de que apenas os participantes com experiência em meditação conseguem realizar a tarefa.

Se isso for realmente verdadeiro, uma revolução científica e cultural nos aguarda. Caso a intenção humana tenha a capacidade de influenciar a matéria à distância, percebemos que a física atual (partículas elementares trocando 4 tipos de forças em um espaço de 4 dimensões) está incompleta. Além disso, ganhamos indícios de que não estamos limitados aos contornos do corpo humano e que em um certo sentido, o mundo de fora é uma extensão de nós mesmos. É interessante perceber que grande parte das culturas que já passaram por esse planeta relataram "coisas" dessa ordem. Sem dizer que a mensagem de que a consciência é algo fundamental tem sido sistematicamente entregue por antigas filosofias espirituais. Estariam os místicos corretos?

Supondo a consciência como um “campo fundamental de informação”, talvez não seja possível a considerar um fenômeno restrito aos seres dotados de cérebros complexos. Nesse caso, seria possível questionar se a consciência ao invés de produto final, não seria o próprio motor da evolução biológica. Agora imaginem as implicações culturais disso. Enquanto na visão materialista o mundo é visto como algo “morto” e automatizado que apenas obedece a leis físicas, este novo paradigma representaria um retorno às antigas concepções da natureza como um processo global, vivo e inteligente!

Tudo isso é fascinante mas talvez não seja o caso. A forma de resolver a questão é levar a pergunta ao laboratório. Assim, resolvi me dedicar a investigação do assunto de modo a confirmar ou refutar os resultados. Estou propondo na USP uma replicação do experimento do Dr. Radin. O projeto de pós-doutorado foi aceito pela Comissão de Pesquisa do Instituto de Psicologia, tem o apoio do grupo InterPSI e acontecerá em um laboratório multiusuário, mas necessita de suporte financeiro já que o o caráter pioneiro dessa pesquisa não permitiu que pudesse se enquadrar nos mecanismos de fomento convencionais.
Convido você para fazer parte dessa iniciativa!
Muito obrigado!
https://www.catarse.me/mentemateria

Ciência, religião e paranormalidade?

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Em todas as civilizações conhecidas, muitas pessoas relataram experiências fantásticas que hoje são popularmente chamadas de "paranormais" ou "sobrenaturais". O tema é controverso porque está cercado de perguntas cujas respostas não são satisfatórias para muitas pessoas: Esses relatos paranormais, sobrenaturais ou religiosos são confiáveis? Por que algumas pessoas relatam mais essas experiências que outras? A mente das testemunhas fabrica essas histórias? Se sim, até que ponto e como exatamente isso acontece? E se não? Minha pesquisa pretende ajudar a responder essas e outras difíceis perguntas.

Em diversas grandes universidades do mundo, especialmente no Reino Unido, centros de pesquisa pioneiros em psicologia têm se dedicado a entender em profundidade experiências rotuladas por suas testemunhas como paranormais, sobrenaturais, místicas, religiosas, milagrosas etc. E o Brasil não pode ficar para trás nesse tema que afeta direta ou indiretamente as decisões e crenças de milhões de pessoas, independentemente de sua controversa natureza. O Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) é um dos pouquíssimos polos de pesquisa no Brasil sobre esse assunto. Mas a falta de recursos financeiros é um problema. Por isso convidamos você a colaborar com esta pesquisa.

Meu nome é Leonardo Martins. Sou psicólogo formado pela Universidade Federal de Minas Gerais. Tenho mestrado e doutorado em psicologia pela USP, tendo recebido bolsa de estudos em ambas as ocasiões. Sou pesquisador do Laboratório de Psicologia Anomalística e Processos Psicossociais (Inter Psi) da USP. Minhas áreas de pesquisa são psicologia da religião, psicologia anomalística, psicologia social e saúde mental, tendo publicado diversos trabalhos sobre isso no Brasil e no exterior. Participo ativamente também de iniciativas de popularização da ciência, pois entendo que a sociedade deve ter retorno para o que investe, através dos impostos, em educação e produção de conhecimento. Meu currículo acadêmico completo pode ser visto aqui: http://lattes.cnpq.br/0829224382893808

Esta campanha de financiamento coletivo visa levantar recursos para a realização de minha pesquisa de pós-doutorado na USP. Tal pesquisa investigará experimentalmente (ou seja, em laboratório) processos psicológicos, sociais e culturais envolvidos no surgimento de relatos paranormais, para que entendamos os efeitos de diferentes características pessoais e da situação sobre a percepção e a memória das testemunhas. Isso permitirá "mapear" o surgimento de tais experiências e entender como e por que certas pessoas as relatam mais que outras. Participarão da pesquisa adolescentes, adultos e pessoas de diversas religiões e filosofias de vida (incluindo ateus e agnósticos) que serão então expostos a uma pessoa que alega possuir capacidades paranormais. Diversos testes serão realizados para estudarmos tais capacidades ditas paranormais e a percepção dos diversos tipos de participantes sobre elas. Mais detalhes sobre a pesquisa são apresentados neste vídeo:

Os resultados da pesquisa serão publicados no Brasil e no exterior, colaborando com a visibilidade internacional da ciência brasileira e colaborando para sensibilizar a comunidade científica para esse tema tão importante pelo modo como afeta direta e indiretamente a vida de milhões de pessoas. Além disso, os resultados da pesquisa serão apresentados em diversas atividades de popularização da ciência, de modo a alcançarem as pessoas que não são do meio acadêmico. Isso inclui as tantas pessoas que têm experiências que consideram paranormais/sobrenaturais e se sentem angustiadas por não entenderem bem o que lhes aconteceu. Esta pesquisa poderá ajudá-las a compreender o que viveram.

Quem colaborar com esta campanha de financiamento coletivo será recompensado também de outras formas. Quem contribuir com valores entre R$ 10,00 e R$ 99,00 receberá agradecimento nominal na divulgação futura dos resultados da pesquisa na internet e nos eventos em que darei palestra a respeito, além de ter direito a fazer uma pergunta via e-mail a respeito da pesquisa científica do "paranormal". Quem contribuir com valor superior a R$ 100,00 terá os mesmos benefícios, além de receber, via e-mail, uma coletânea especial de artigos a respeito de minhas pesquisas. Então convido você a ajudar no estudo desses assuntos que fascinam a humanidade desde seus primórdios. Obrigado!
http://www.kickante.com.br/campanhas/ciencia-religiao-e-paranormalidade

Telepatia: A Visão de Um Ativista Quântico

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Cientistas testam com sucesso telepatia... por email

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 Pela primeira vez, cientistas conseguiram transmitir uma mensagem mentalmente de uma pessoa para outra, sem qualquer contacto, que estavam separadas por milhares de quilómetros, na Índia e França.

"É uma espécie de realização tecnológica do sonho da telepatia, mas definitivamente não tem nada de mágico", disse o físico teórico e coautor da investigação, Giulio Ruffini, em declarações telefónicas à AFP a partir de Barcelona.

"Estamos a usar tecnologia para interagir electromagneticamente com o cérebro", especificou.

Para a experiência, uma pessoa com um eletroencefalograma (EEG) ligado à internet, sem fios, pensou numa simples saudação, como "olá" ou "adeus".

Um computador traduziu as palavras num código binário digital, apresentado por séries de uns e zeros.

Depois, a mensagem foi enviada por correio eletrónico da Índia para França e entregue via robot ao destinatário, que pode ver "flashes" de luz na sua visão periférica através de uma estimulação cerebral não-invasiva.

O sujeito recebedor da mensagem não viu nem ouviu as palavras em causa, mas foi capaz de descrever os "flashes" de luz que correspondiam à mensagem.

"Quisemos descobrir se se consegue comunicar diretamente entre duas pessoas, lendo a atividade cerebral de uma pessoa e injetando atividade cerebral numa segunda pessoa, e isto através de grandes distâncias físicas, utilizando vias de comunicação existentes", disse o coautor Álvaro Pascual-Leone, professor de Neurologia na Escola de Medicina de Harvard.

"Uma destas vias é, claro, a internet, pelo que a nossa questão passou a ser "Será que conseguiremos realizar uma experiência que dispense a parte da conversação ou a digitação da internet e estabeleça uma comunicação direta, cérebro a cérebro, entre sujeitos localizados [em países] tão distantes um do outro, como a Índia e a França?""

Ruffini acrescentou que foram tomados cuidados extraordinários para garantir que nenhuma informação sensorial influenciasse a interpretação da mensagem.

Os investigadores têm tentado enviar uma mensagem de uma pessoa para outra desta forma há cerca de uma década, e a prova do princípio que está descrita na revista PLOS ONE ainda é rudimentar, disse à AFP.

"Esperamos que a longo prazo isto possa transformar radicalmente a forma como comunicamos uns com os outros", concluiu Ruffini.

Estudos Científicos Demonstram que a Consciência Pode Alterar o Mundo Físico

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Nicola Tesla foi quem disse melhor, “o dia em que a ciência começar a estudar os fenómenos não-físicos, vai fazer mais progresso numa década do que em todos os séculos anteriores da sua existência. Para compreender a verdadeira natureza do universo, deve-se pensar em termos de energia, frequência e vibração.” Swami Vivekananda era o mentor de Tesla, um monge hindu indiano e o principal discípulo santo Ramakrishna do século 19.

A ciência funciona melhor quando em harmonia com a natureza. Se colocarmos os dois juntos, podemos descobrir grandes tecnologias que só podem acontecer quando a consciência do planeta está pronta para abraçá-los, como a energia livre.

A intenção de apresentar esta informação é para demonstrar que os pensamentos, intenções, oração e outras unidades de consciência podem influenciar directamente o nosso mundo físico. A consciência pode ser um grande factor na criação de mudanças no planeta.

O envio de pensamentos como amor, a oração, a boa intenção, entre outros podem ter uma forte influência sobre aquilo a que está a direccionar esses sentimentos. Fukushima por exemplo, se uma quantidade maciça de pessoas enviar os seus pensamentos e boas intenções para as nossas águas, podemos ajudar a mitigar a situação. Esses conceitos podem ser usados ​​em larga escala como uma raça humana com um propósito em seus corações, para vários problemas, bem como situações individuais nas nossas próprias vidas. Quando a nossa consciência começa a fundir-se num só como um colectivo, e todos nós começarmos a ver com os mesmos olhos, vamos começar a transformar o mundo à nossa volta.

Já há algum tempo que os físicos têm vindo a explorar a relação entre a consciência humana e a sua relação com a estrutura da matéria. Anteriormente acreditava-se que um material do universo Newtoniano era o fundamento da nossa realidade física. Isto tudo mudou quando os cientistas começaram a reconhecer que tudo no universo é feito de energia. Os físicos quânticos descobriram que os átomos físicos são feitos de vortices de energia que estão constantemente a girar e a vibrar. A matéria, no seu menor nível observável, é energia, e a consciência humana está ligada a ela, a consciência humana pode influenciar o nosso comportamento e até mesmo reestruturá-la.

“Tudo o que chamamos de real é feito de coisas que não podem ser consideradas como reais.” – Niels Bohr

A hipótese da ciência moderna começa a partir da matéria como a realidade básica, considerando o espaço para ser uma extensão do vazio. O fenómeno da criação da matéria cósmica estável, portanto, vai além do escopo da presente ciência. A teoria também não identifica a fonte de energia cósmica que reside na estrutura da matéria, nem pode explicar a causa das propriedades dos materiais que têm experiência com o comportamento da matéria. Estas são, em resumo, as limitações das teorias científicas modernas ao nível mais básico dos fenómenos físicos da natureza. Quando uma teoria científica não consegue lidar com a questão da própria origem da matéria e da energia universal, como conseguiria ela entender e explicar o fenómeno da consciência, que é evidente em seres vivos? – Paramahamsa Tewari

A revelação de que o universo não é um conjunto de partes físicas, mas em vez disso vem de um emaranhado de ondas de energia imaterial deriva do trabalho de Albert Einstein, Max Planck e Werner Heisenberg, entre outros.

O poder da mente

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Postado em Mythos Editora
Os chamados poderes ou capacidades paranormais realmente existem e são aceitos pela ciência? E em que estado se encontram as pesquisas científicas sobre o tema? Alguns dos maiores parapsicólogos do Brasil falam sobre o assunto.


É provável que os fenômenos parapsicológicos, ou psi, nunca tenham sido tão pesquisados e discutidos pela ciência quanto nos dias atuais. Inúmeras faculdades em todo o mundo dedicam muito tempo aos experimentos e ao desenvolvimento de pensamentos teóricos. Cientistas consagrados também têm se manifestado sobre o tema, mas apesar disso ainda pode se encontrar muita resistência em falar sobre o assunto.

Um exemplo dessa postura pode ser visto na pesquisa realizada pelo dr. Richard Coll com cientistas das universidades de Waikato e Leicester; o resultado mostrava que a maioria dos pesquisados não descartava a possibilidade de que algumas casas possam abrigar fantasmas (para não falar que eles acreditam que, no passado, alguma raça alienígena possa ter vindo à Terra). Mas quando se trata de apresentar suas crenças ou idéias publicamente, a coisa é diferente.

Afinal de contas, é possível hoje em dia se dizer que existe algo como sexto sentido, poderes mentais, capacidades paranormais, psi ou mediúnicas? Para o psicanalista Jayme Roitman, membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas do CLAP (Centro Latino Americano de Parapsicologia), há evidências científicas da existência de fenômenos psi, e isso se levando em conta os milhares de relatos, pesquisa de casos espontâneos e, principalmente, os resultados significativos em laboratório.

“Existem os que negam os fenômenos”, explica Roitman. “Que razões os levam a isso? Vou dividi-los em duas categorias. Uma parte dos críticos considera, por cautela, que é preciso resultados mais significativos nas pesquisas para que se possa afirmar a existência de psi e que mais experimentos devem ser feitos. Tenho muito respeito por essa posição. Por outro lado, existem aqueles que simplesmente a negam: como psi parece não estar de acordo com certos paradigmas científicos atuais, psi não pode existir. Vejamos, por exemplo, aquele que possivelmente é o maior crítico do mundo quanto aos experimentos laboratoriais de psi, o psicólogo norte-americano Ray Hyman. Quando analisou experimentos cujos resultados eram significativos para a hipótese psi, ele avaliou: ‘Não pude encontrar nenhuma falha, se há alguma presente. Mas também é impossível, em princípio, dizer que qualquer experimento em particular ou série experimental é completamente livre de possíveis falhas’”.

A professora Fátima Regina Machado – diretora-executiva do Centro de Estudos Peirceanos e co-diretora do Inter Psi, da PUC de São Paulo – acabou de defender sua tese de doutoramento, A Ação dos Signos nos Poltergeists - Estudo do processo de comunicação dos fenômenos Poltergeist a partir de seus relatos. Segundo ela, “a aceitação da existência de psi implica na mudança de paradigma, de visão de mundo. Por isso há tanta resistência. Para aqueles que julgam ter sua visão de mundo apoiada em bases científicas sólidas, é terrível pensar que talvez isto possa ruir. Assim, preferem negar em vez de pesquisar”.

ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO.

O psicanalista Wellington Zangari - Mestre em Ciências da Religião, doutorando em Psicologia (IP-USP), Membro do Lab. de Psicologia Social da Religião (USP) e Coordenador do Inter Psi – diz que existem críticos à parapsicologia cujos argumentos parecem estar alinhados à visão tradicional ou clássica de ciência. “Por outro lado”, ele explica, “é inegável que a parapsicologia conquistou certo espaço científico. Assim, não se pode dizer que haja uma aceitação integral da parapsicologia nos meios científicos, da mesma forma que seria incorreto dizer que há rejeição”.

Ele também fala sobre a necessidade de se ter um novo paradigma, não metodológico, mas teórico. “O método científico tem se mostrado impecável para a apreensão dos fenômenos”, diz Zangari. “O que precisamos é uma teoria explicativa desses fenômenos. Conhecemos os efeitos de psi, já dispomos de muitas correlações fortes entre variáveis psicológicas (como tipos psicológicos, personalidade, atitude, crenças e motivação), características entre o sujeito experimental e o tipo de experimento (uso de material de forte impacto emocional e dinâmico), variáveis psicofisiológicas (uso de estados alterados de consciência como sono, meditação, relaxamento, hipnose e ganzfeld; esta última é uma técnica com o objetivo de propiciar um estado psicofisiológico capaz de fazer o cérebro produzir maior quantidade de imagens mentais), variáveis ambientais (como a variação dos campos geomagnéticos). Mas não temos qualquer teoria que seja integradora de todos os resultados encontrados, tanto na pesquisa experimental quanto nas pesquisas de casos espontâneos. Pessoalmente, vejo que um bom modelo, ou seja, um modelo que seja experimentalmente testável, deverá sair da física. Mas ele deverá se integrar com alguma teoria forte da psicologia, já que sabemos que os fenômenos psi são dirigidos pela mente humana. Particularmente, gosto de pensar que o que chamamos de mente talvez esteja presente no que chamamos de matéria. Uma teoria testável que dê conta de ambos os aspectos do fenômeno poderá ser útil. Essa teoria ainda não existe, apesar de algumas boas tentativas atuais como a teoria holográfica”.

Jayme Roitman destaca que a parapsicologia é uma ciência que está no estágio de pesquisa básica ou seja, não aplicada. “Penso que é prematuro qualquer tentativa de aplicação prática de psi atualmente”, diz Roitman. “Como o fenômeno é espontâneo, fica difícil estudar sua características”. Da mesma forma ele explica que não existe consenso com relação aos mecanismos envolvidos que possibilitem psi. “Existe desde explicações que sugerem que ela não é física, até aquelas que propõem que psi é somente física, correlacionando-a com dinâmicas física quântica. Não existe uma teoria geral de psi que tenha aceitação unânime entre os pesquisadores”.

Wellington Zangari entende que não vai demorar para que se tenha um modelo suficientemente abrangente de psi, uma vez que há pesquisadores de psi que são bons físicos e bons psicólogos que já propuseram teorias que procuram integrar, parcialmente, os dados disponíveis.

IDEOLOGIA E PODER.

Segundo Zangari, uma análise do sociólogo James McClenon, em seu livro Deviant Science: The Case of Parapsychology, pode ser útil para se compreender os processos de aceitação e rejeição da parapsicologia no contexto científico. McClenon sustenta que a rejeição por parte dos cientistas se dá por conta da impregnação do cientismo na mentalidade cientifica. E por cientismo ele entende “o corpo de idéias usadas para legitimar a prática da ciência. Essas idéias são usadas para avaliar alegações de anomalias em termos de atitudes existentes na ciência institucionalizada”. Assim, os cientistas definem o que é ou não ciência a partir do cientismo, que diz que as anomalias devem ser investigadas apenas quando puderem ser repetidas, investigadas em laboratório e permitirem explicações de tipo mecanicista.

Em 1969, a Parapsychological Association (PA) foi aceita como membro da American Association for Advancement of Science (AAAS), mas segundo McClenon isso não se deu devido à aceitação das anomalias estudadas pela parapsicologia, mas pelo papel desempenhado por aspectos políticos e retóricos que envolveram essa aceitação. A PA já havia pedido a afiliação quatro vezes antes, de 1961 a 1968, e tinha sido negada. A parapsicologia não sofreu qualquer alteração importante nesse período. Segundo Zangari explica, o que mudou foi que Douglas Dean, ex-presidente da PA, se esforçou no sentido de melhorar as estratégias retóricas dos membros da PA antes das audiências, tratando de apresentar a proposta de afiliação de forma aceitável do ponto de vista científico. Também foi importante o apoio da conhecida antropóloga Margareth Mead e o fato de que nove membros da PA também eram membros da AAAS. O presidente da AAAS, H. Bentley Glass, apoiou a afiliação, entendendo que as investigações eram científicas, apesar de dizer que os fenômenos que investigavam eram controvertidos ou inexistentes.

DESCONHECIMENTO.

Zangari diz que o episódio mostra que a instituição “ciência”, enquanto instituição humana, está à mercê de aspectos subjetivos. “Vemos que a aceitação da parapsicologia como campo científico legítimo passa, sobretudo, por questões ideológicas, filosóficas e de poder”.

Ainda assim, a parapsicologia não conta com a aceitação da maior parte dos “cientistas de elite”, como demonstrou uma pesquisa realizada pelo próprio McClenon, em 1982, com o objetivo de obter informações sobre a posição e conhecimento dos mesmos em relação à parapsicologia. Ele confirmou o alto grau de ceticismo dos cientistas com relação à ESP (extra sensorial perception, percepção extra-sensorial), dúvida que está relacionada à rejeição da legitimidade da parapsicologia. Segundo McClenon, entre a chamada elite “administrativa” dos cientistas, a crença na ESP “(...) está mais proximamente relacionada à experiência pessoal do que à familiaridade com a literatura sobre psi. (...) Pode-se esperar que os cientistas de elite defendam a visão de mundo científico mais vigorosamente que os cientistas que não são da elite, porque parte de seu papel como elite é definir a natureza da ciência. Isto os leva a estigmatizar os cientistas que investigam experiências anômalas (ou que tentam induzir tais experiências sob condições de laboratório) como tolos, incompetentes ou fraudulentos”.

O que ocorre então é que, apesar da maioria dos cientistas modernos aceitarem a legitimidade da pesquisa parapsicológica – e dos fenômenos, como demonstrava a pesquisa do dr. Richard Coll, apresentada no início da matéria – os cientistas de elite agem de maneira diferente, rejeitando alegações parapsicológicas.

Zangari se refere ao desconhecimento dos cientistas de elite a respeito das pesquisas parapsicológicas, seus resultados e suas implicações. O fato positivo que se verifica na pesquisa de McClenon é que existe um relacionamento positivo entre idade e crença na ESP. “Em 1981”, escreveu o sociólogo, a porcentagem de cientistas de elite da AAAS que nasceram antes de 1919 e que acreditavam na ESP como um ´fato´ ou como ´provável´, foi de 25%. Daqueles nascidos depois de 1936, 39% enquadram-se nessa categoria. Se essa correlação significa uma tendência, a maioria dos ´mais jovens´ cientistas de elite serão mais ´crentes´ na ESP nas próximas décadas”.

Roitman concorda que as opiniões diferentes dos cientistas com relação à parapsicologia se deve, principalmente, ao desconhecimento das pesquisas científicas de psi. “Arrisco dizer”, ele diz, “que a grande maioria dos cientistas nunca leu ou ouviu falar de pesquisa Ganzfeld. Quantos cientistas brasileiros sabem que existem teses de mestrado e doutorado sobre parapsicologia em universidades importantes, como a PUC-SP, USP e Unicamp? Some-se a isso o fato de ainda haver um certo preconceito no meio acadêmico sobre o tema, que tem diminuído gradativamente. Talvez seja um processo semelhante ao da psicanálise. Na primeira metade do século 20, era praticamente proibido mencioná-la em universidades. Submeter-se ao tratamento psicanalítico era algo feito de maneira clandestina. Hoje em dia, em alguns círculos sociais o vergonhoso é não ter sido analisado”.

Como diz Wellington Zangari, é importante notar que a legitimação da parapsicologia depende de fatores objetivos e subjetivos. Os objetivos são a validade dos métodos de avaliação utilizados, o peso das análises estatísticas favoráveis à existência dos fenômenos parapsicológicos. Os subjetivos estão relacionados a aspectos pessoais e grupais.

FENÔMENOS ESPONTÂNEOS.

Jayme Roitman também destaca a necessidade de se “falar o idioma predominante no meio acadêmico” para que a pesquisa psi conquistasse o status de ciência, e no caso o idioma é a estatística. Roitman lembra que as pesquisas sistemáticas dos fenômenos psi se iniciaram através de relatos e pesquisas de casos espontâneos (pesquisas de campo), e que a partir dessas situações é que se iniciaram os testes de psi em laboratório. “As pesquisas seriais mais completas em laboratório começaram em 1927, com Rhine (J.B. Rhine, 18951980). Desde essa época os pesquisadores priorizam este tipo de pesquisa”. Segundo Roitman, isso é motivado por diversas razões, mas três em especial: as verbas escassas destinadas à parapsicologia são, em sua maioria, concedidas para pesquisa em laboratório; a dificuldade em controlar as variáveis, inclusive a fraude, nas pesquisas de casos espontâneos; e a já citada necessidade de falar o “idioma” correto.

“O laboratório”, explica Roitman, “com seu clima emocional frio e monótono não é o local mais apropriado para manifestação de psi. O notável é que, mesmo nessa condição não favorável, encontramos psi em laboratório de maneira significativa, estatisticamente maior do que o esperado pelo acaso”.

Ele também considera importante frisar que a pesquisa de casos espontâneos é realizada por vários pesquisadores de psi, tanto no Brasil quanto no exterior. “Tenho realizado pesquisas de campo como supostos casos de poltergeist, pessoas desconhecidas do público que afirmam ter paranormalidade freqüente, pessoas que têm afirmado, na mídia, possuírem capacidades paranormais. Desses últimos cito Thomas Green Morton, Dona Ederlazil (que afirma materializar objetos no algodão) e Rubens Faria (dr. Fritz)”.

Roitman também aproveitou a oportunidade para solicitar, através da Sexto Sentido, que qualquer pessoa, médium ou não, que tenha experiência paranormal com alguma freqüência, que entre em contato com ele. “Fizemos um convite público ao Urandir Fernandes de Oliveira no sentido de pesquisá-lo de acordo com a metodologia parapsicológica. Por que será que ele não aceita o convite?”

ADAPTAR ÀS TÉCNICAS.

Segundo Zangari, o papel da ciência é o de avaliar qualquer alegação, mesmo que ela possa parecer colidir com seus postulados básicos, como por exemplo o de espaço e de tempo. “O que a ciência se propõe a fazer”, ele explica, “é a avaliação crítica de alegações, ou seja, verificar pela observação e pela experimentação se algo que é dito corresponde ao que existe na natureza. Uma hipótese é uma alegação, assim como o é o caso de alguém dizer que sonhou com algo que aconteceu no futuro”.

Assim, o que a pesquisa psi tem feito é aproximar as técnicas de pesquisa ao fenômeno que estuda. Não é o fenômeno que deve se adaptar às técnicas, mas as técnicas ao fenômeno. “Atualmente”, prossegue Wellington, “temos técnicas voltadas exclusivamente ao estudo de certas modalidades de psi, como a técnica de visão remota, para o teste de clarividência, os testes que usam geradores de eventos aleatórios, para testar a influência mental direta sobre eventos microscópicos como o deslocamento de partículas, e a técnica chamada de bio-pk, ou ´influência mental direta sobre organismos vivos´, em que se procura testar a influência da vontade sobre o funcionamento fisiológico de pessoas que se encontram à distância”.

Outro exemplo, segundo Zangari, é a tentativa de fazer com que situações em que a psi se manifestaria espontaneamente sejam o mais controladas possível. Ele diz que talvez não exista um laboratório mais perfeito a um pesquisador psi do que um cassino, local onde se encontram milhares de pessoas motivadas a ganhar os prêmios de suas vidas. “Se psi existe, ele deveria comparecer nos cassinos. Essa foi a aposta do dr. Dean Radin. Ele acompanhou vários cassinos de Las Vegas e descobriu que há períodos em que as casas perdem mais dinheiro. As correlações demonstram que esses períodos correspondem à alteração dos campos geomagnéticos. Como sabemos, tais campos se alteram conforme a proximidade e a ação do Sol, dentre outros fatores. Radin descobriu que os períodos em que o campo geomagnético está ´calmo´ são propícios para a ocorrência de psi, tornando os jogadores mais predispostos a ganharem e, conseqüentemente, os cassinos a perderem. Outros pesquisadores têm encontrado a mesma correlação em outras modalidades de jogos, como a Loto e a Sena, na Alemanha e na França. Assim, parece que os pesquisadores já se deram conta da especificidade do fenômeno que estudam há muito tempo, adaptando as técnicas ao seu estudo”.

Ao falar sobre a possibilidade da parapsicologia ser uma ponte para um tipo de união reunindo o pensamento e as experiências espirituais e científicas, Zangari diz que não há outra ciência que tenha levado mais em consideração as experiências místicas do que a parapsicologia, tendo nascido no final do século 19 exatamente para estudar tais experiências. “Infelizmente, após o início das pesquisas experimentais sistemáticas, esse campo foi praticamente abandonado, apesar de raras exceções. Vejo que, atualmente, há um lento mas consistente retorno do interesse dos pesquisadores de psi a tais experiências, bem como das experiências de quase-morte, das experiências de aparição, das experiências próximas da morte, de poltergeist. Vejo isso ocorrer sobretudo nos países latino-americanos, e mais fortemente na Argentina, Porto Rico e Brasil. Atualmente, temos vários pequenos núcleos de estudo e muitos pesquisadores autônomos”.

Para Zangari, em poucos anos esses grupos estarão integrados e os pesquisadores poderão fazer pesquisas com maior alcance, e as mudanças nesse sentido já estão acontecendo de forma rápida. Nunca os grupos dialogaram tanto. Nunca tantas pesquisas foram realizadas. O que, certamente, é uma ótima notícia para quem se interessa pelo assunto.

Para Saber Mais:

Coleção Parapsicologia 4 títulos
Conversando sobre Parapsicologia
Conversando sobre Hipnose
Wellington Zangari e Fátima Regina Machado
Edições Paulinas

Magia e Parapsicologia
Bruno A. L. Fantoni
Edições Loyola

Inter Psi/PUC-SP: www.portalpsi.cjb.net
Parapsychological Association: www.parapsych.org
Parapsychology Foundation: www.parapsychology.org

(Extraído da Revista Sexto Sentido, número 42, páginas 26-32)
http://www.ippb.org.br/textos/especiais/mythos-editora/o-poder-da-mente 

Corpo humano é capaz de transmitir sinais de banda larga

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O acesso a redes de banda larga pode estar em suas mãos. Ou em seus braços e em suas pernas. E nos braços e nas pernas de qualquer pessoa.

A equipe do professor Sang-Hoon Lee, da Universidade da Coreia, demonstrou a possibilidade de transferir grandes quantidades de informações, em alta velocidade, fazendo com que as ondas eletromagnéticas viajem pela pele humana.

Transmitindo dados pela pele

Utilizando eletrodos flexíveis, colados sobre a pele, os cientistas transmitiram os dados a uma velocidade de 10 megabits por segundo a partir de um eletrodo A, coletando os dados sem erros em um eletrodo B, situado a uma distância de 30 centímetros.

Os eletrodos finos e flexíveis exigem muito menos energia do que um link wireless tradicional, como o Bluetooth, porque a pele oferece duas vantagens fundamentais em relação ao ar: a pele protege os sinais da interferência externa e permite a transmissão das ondas eletromagnéticas com um nível de atenuação baixíssimo.

Monitoramento de sinais vitais

Embora não vejam praticidade em conectar literalmente as pessoas à internet, os pesquisadores afirmam que o experimento mostra a viabilidade da tecnologia para uso principalmente na área médica.

Hoje, o monitoramento de sinais vitais, como as atividades do coração e do cérebro, ou os níveis de açúcar e de oxigênio no sangue, exige grandes aparelhos, o que inviabiliza o seu uso fora dos hospitais.

E o monitoramento contínuo no dia a dia seria muito desejável, por exemplo, para pacientes com elevados riscos de doenças cardiovasculares ou em convalescença depois de uma cirurgia.

O uso da atual tecnologia sem fios para transmitir os dados para um computador central também ainda não é prático, porque exige baterias muito grandes. "Se usarmos um sinal wireless para cada um desses sinais vitais nós vamos precisar de um monte de baterias," explica o Dr. Sang-Hoon.

Rede biológica sem fios

É aí que entra a possibilidade de uma rede transmitindo através da pele. Segundo o pesquisador, o gasto de energia dessa "rede biológica sem fios" pode ser reduzido para apenas 10% do que seria necessário com a tecnologia atual.

Os dados podem ser coletados do corpo do paciente e transmitidos continuamente para um dispositivo de recepção nas imediações, o que permitirá seu uso em casa, no trabalho e mesmo dentro do carro.

Nada impede também que o sistema de transmissão seja compatível com um protocolo como o Bluetooth. Neste caso, é possível vislumbrar aplicações nas quais o paciente pode simplesmente pegar o celular e transmitir seus dados imediatamente para o médico no caso de algum problema.

Eletrodos flexíveis

Os eletrodos possuem apenas 300 micrômetros de espessura, pouco mais do que a espessura de um fio de cabelo. Mas a expectativa dos pesquisadores é que as futuras versões possam ser ainda mais finas, o que permitirá que sejam implantadas sob a pele.

Na versão atual, os sensores são recobertos por uma camada de polímero semelhante ao silicone, o que evita qualquer irritação na pele.

Os pesquisadores afirmaram já estar em contato com uma grande empresa fabricante de equipamentos médicos para que os novos sensores possam chegar ao mercado.

Antenas humanas

Pesquisadores irlandeses já haviam demonstrado que o corpo humano possuiantenas naturais capazes de revelar o estado emocional e fisiológico das pessoas.

Já um grupo da Universidade de Jerusalém demonstrou que, na verdade, todos possuímos antenas naturais capazes de transmitir sinais ao longo do corpo